Idanha-a-Nova na Rede de Cidades Criativas da UNESCO

Idanha-a-Nova foi oficialmente aceite no grupo de Cidades da Música da UNESCO, no âmbito da rede de Cidades Criativas. O anúncio, feito em Paris, na passada sexta-feira, confirmou Idanha-a-Nova como a primeira localidade portuguesa a entrar no grupo de Cidades Criativas da Música.

A entrada de Idanha-a-Nova nesta rede é o reconhecimento “do investimento que tem sido feito no sector cultural e, sobretudo, a ambição de, através da cultura e das indústrias criativas, promover o desenvolvimento social, económico e cultural sustentado do concelho”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, Armindo Jacinto. A chancela da UNESCO demonstra ainda que “Idanha-a-Nova e os territórios do Mundo Rural são espaços de oportunidade e criatividade, capazes de concretizar projectos de afirmação no contexto da Europa e do Mundo”, acrescentou o autarca.

A classificação da UNESCO é um reconhecimento e um estímulo, que irá reforçar a estratégia de desenvolvimento do concelho, estimulando a criação de riqueza e emprego e contribuindo para a fixação e captação de população. A riqueza patrimonial do concelho, onde a herança cultural associada à música assume rara expressão, fundamentou a candidatura da vila a Cidade da Música, no âmbito da rede de Cidades Criativas da UNESCO. O adufe, o maior representante da riqueza e da tradição musical de Idanha-a-Nova, inspirou o símbolo desta candidatura portuguesa a Cidade da Música da UNESCO.

A lista das novas Cidades da Música é composta por Idanha-a-Nova (Portugal), Adelaide (Austrália), Katowice (Polónia), Kingston (Jamaica), Kinshasa (República Democrática do Congo), Liverpool (Reino Unido), Medellín (Colômbia), Salvador (Brasil), Tongyeong (República da Coreia) e Varanasi (Índia).

Sevilha (Espanha), Bolonha (Itália), Glasgow (Escócia), Gante (Bélgica), Bogotá (Colômbia), Brazzaville (Congo), Hamamatsu (Japão), Hannover e Mannheim (Alemanha) são as restantes Cidades da Música da UNESCO.