Três vinhos do concelho de Belmonte premiados em Espanha

Os vinhos da Beira Interior obtiveram três medalhas de ouro e seis de prata no 12º Concurso Internacional de Vinhos que se realizou em Trabanca, na província de Salamanca.

Um júri composto por 26 profissionais de Portugal e Espanha pôs à prova mais de 400 vinhos de 53 Denominações de Origem Controlada dos dois países. Rodolfo Queirós, técnico da Comissão Vitivinícola da Beira Interior, afirma que "estas distinções vêm mais uma vez provar a qualidade e consistência dos vinhos da Beira Interior, que quando competem com os melhores demonstram o seu valor".

Este ano, a organização 12º Concurso Internacional de Vinhos que se realizou em Trabanca, na província de Salamanca destacou a elevadíssima qualidade dos vinhos a concurso. Entre os vinhos distinguidos estão três vinhos produzidos no concelho de Belmonte, com a medalha de ouro foi distinguido o Quinta dos Termos – Reserva “Vinhas Velhas” tinto de 2013, com medalha de prata foram distinguidos o vinho branco “2.5 Fonte Cal” de 2014 da empresa 2.5 Vinhos de Belmonte, e o vinho tinto Quinta dos Termos Reserva do Patrão de 2012.

Em 2015, as vendas de vinhos da Beira Interior cresceram 5,6 por cento relativamente ao ano anterior. Em 2015, foram vendidas cerca de quatro milhões de garrafas, mais 380 mil que em 2014, o que demonstra que os vinhos têm obtido um apreciável prestígio no mercado interno e internacional. Os vinhos estão a ser comercializados para França, Alemanha, Canadá, Estados Unidos da América, Reino Unido, Austrália, Brasil, Angola e Japão, mas também para a China e a Coreia do Sul.

A Comissão Vitivinícola Regional da Beira Interior abrange as zonas vitivinícolas de Castelo Rodrigo, Pinhel e Cova da Beira, nos distritos de Guarda e Castelo Branco, onde existem 52 produtores, sendo cinco adegas cooperativas.

A poucos dias da campanha vinícola de 2016, a região da Beira Interior deverá registar uma quebra da produção, uma vez que os produtores se deparam com atrasos na maturação das videiras. A principal causa está no aparecimento de doenças nas vinhas, originadas pelas condições climatéricas que se fizeram sentir este ano.

Em termos gerais, o director técnico da Comissão Vitivinícola Regional da Beira Interior aponta para uma diminuição de 10 a 15 por cento em toda a região, relativamente a 2015. Para Rodolfo Queirós, o ideal seria chover dois dias durante os próximos tempos, para melhorar a qualidade das uvas.

Mais pessimistas, os dirigentes das Adegas Cooperativas da região falam em quebras entre os 20 e 50 por cento. O caso mais crítico será o da Adega do Fundão, que prevê uma quebra de 50 por cento comparativamente a anos normais.

O presidente da Adega Cooperativa da Covilhã não mencionou quais as expectativas para a campanha deste ano devido à problemática situação financeira que a instituição está a viver. Francisco Matos Soares já disse à Rádio Caria que o futuro da mesma, bem como o da colheita de 2016, dependem das negociações em curso com a banca, tendentes à aprovação de um plano de viabilização financeira.

 

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