Tráfego na A23 aumentou 5%, com desconto nas portagens

O antigo director-geral da Scutvias disse hoje que o tráfego induzido na Auto-estrada da Beira Interior (A23) pelo desconto nas portagens desde Agosto de 2016 foi de cerca de cinco por cento, sendo mais significativo nos pesados do que nos veículos ligeiros.

"Nos primeiros seis meses, o impacto não foi muito grande nos ligeiros. Os [veículos] pesados foram mais atraídos pelo desconto e sentiu-se a diferença. Mas estes [veículos], pesam pouco, pois os ligeiros são a grande massa e o impacto não foi grande", explicou o Pinho Martins que foi hoje substituído no cargo por Pinto da Silva, após a SDC Investimentos ter alienado à espanhola Globalvia Inversiones as participações na Auto-estrada da Beira Interior.

Pinho Martins realçou ainda que a 31 de Julho de 2016, portanto antes da entrada em vigor do desconto de 15% nas portagens, a concessionária já estava com um crescimento de cinco por cento "fechámos o ano de 2016 com 6,9% de tráfego geral". Pinho Martins disse mesmo que a forma de captar tráfego não pode ser através do preço da portagem, mas sim através da satisfação do cliente, facilitando-lhe a vida.

E, neste âmbito, a concessionária da A23 tem já preparado um conjunto de novos serviços que irão entrar em funcionamento brevemente, como por exemplo o pagamento de portagens electronicamente via ‘site' da Scutvias, ou ainda o condutor passar a receber uma mensagem no seu telemóvel quando há problemas na auto-estrada. A empresa vai ainda instalar nas estações de serviço do Fundão e de Abrantes sistemas rápidos de carregamento para veículos eléctricos.

O novo director-geral da Scutvias explicou que, sendo o seu primeiro dia à frente da concessionária, era prematuro estar a falar do futuro. Apesar disso, Pinto da Silva, que veio da Auto-estrada Transmontana, disse que o investimento em Portugal dos novos accionistas maioritários da Scutvias, é “um sinal que confiam no país. Isto, para nós [portugueses], é muito importante, porque fomos capazes de convencer estrangeiros a colocar cá capital". Sobre o futuro, adiantou que o objectivo de qualquer gestão é tentar sempre trabalhar para fazer mais e melhor "há um investimento privado muito forte que foi feito aqui".

Fonte: Diário Digital Castelo Branco

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