Autarca da Guarda procura solução para a "Confama"

A Câmara Municipal da Guarda está disponível para ajudar a reabrir a fábrica têxtil de Famalicão da Serra que parou a laboração no primeiro dia deste mês, por falta de encomendas.

Os cerca de 70 trabalhadores da empresa de confecções "Confama" suspenderam os seus contratos de trabalho devido a salários em atraso e o assunto foi abordado na reunião quinzenal da Câmara Municipal da Guarda. No final da sessão, o presidente da autarquia, Álvaro Amaro, disse aos jornalistas que reuniu na sexta-feira com a administração da empresa, a quem demonstrou disponibilidade para auxiliar no processo que vise o retomar da actividade.

Segundo o autarca, no encontro deixou claro que a autarquia "fará tudo quanto estiver ao alcance” para a reabertura da unidade fabril "eu não tenho nenhum instrumento na minha mão que não seja a persuasão. Agora, nem sempre a nossa persuasão obtém resultados”, disse o presidente da Câmara, lembrando que a unidade fabricava casacos e “perdeu o cliente”.

Álvaro Amaro adiantou que a autarquia não irá à “procura de clientes que precisem de casacos”, mas irá “perguntar à Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, porque tem uma rede de contactos e pode haver empresários que possam necessitar de pôr a laborar uma empresa e têm aqui uma mão-de-obra especializada”. Prometeu ainda fazer tudo para manter a unidade fabril a funcionar, incluindo colaboração na elaboração de um estudo económico conducente à apresentação de um eventual processo especial de revitalização.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Sector Têxtil da Beira Alta, Carlos João, disse à Lusa que os trabalhadores da fábrica, a maioria mulheres, requereram a suspensão dos contratos de trabalho porque tinham “parte [do salário] do mês de Janeiro e o mês de Fevereiro por pagar”.

“Como a administração, na sexta-feira, numa reunião que teve com os trabalhadores, os informou de que era impossível continuarem a laborar no momento, porque, para além de haver poucas encomendas, não têm dinheiro disponível para pagar aos trabalhadores, a administração entendeu que o caminho, para já, era os trabalhadores irem para a suspensão, para não estarem na empresa sem receber”, explicou o sindicalista.

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