Trabalhadores do calçado com salários em atraso

Com salários em atraso, alguns trabalhadores da fábrica de calçado “Classic Belmonte Shoes” concentraram-se esta manhã na Câmara Municipal de Belmonte para falar com o presidente da autarquia, tendo em conta que segundo os trabalhadores, o empresário António Ferreira “não tem sido visto na empresa”.

O presidente da Câmara Municipal de Belmonte tomou conta da reivindicação e vai tentar chegar à fala com o empresário, a pedido dos trabalhadores e do Sindicato do sector. A fábrica de calçado, que tem a “empresa-mãe” sedeada em São João da Madeira, começou a laborar na Quinta da Chandeirinha em Janeiro de 2017, e mudou-se para um espaço maior no Parque Empresarial de Belmonte.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores do Sector Têxtil da Beira Baixa “desde Outubro de 2018 que as trabalhadoras da empresa de calçado no parque industrial de Belmonte tem recebido os vencimentos com atraso, tendo nos últimos meses esta situação se agravado nos prazos. As trabalhadoras têm feito todos os esforços para que a empresa ultrapasse as dificuldades nomeadamente horas extraordinárias para que se terminem as encomendas atempadamente. Ainda assim, chegaram ao final do mês de Junho sem ter recebido o vencimento de Maio”.

Segundo a mesma nota, o Sindicato acrescenta que “a empresa tinha-se comprometido a efectuar o pagamento do mês de Maio até ao final da semana que passou (dia 5 de Julho) o que não sucedeu e, não deu qualquer satisfação aos trabalhadores”. Por esse motivo, os trabalhadores decidiram “a emissão de um pré-aviso de greve que dava à empresa a possibilidade de pagar até ao dia 8 de Julho, deste pré-aviso foi dado conhecimento à autarquia de Belmonte e à Autoridade para as Condições de Trabalho”. Esta terça-feira, entre as 7h30 e as 8h00 foi realizada mais uma reunião para definir “se entravam ou não em greve, tendo a maioria dos trabalhadores decidirem efectivar a mesma”.

O Sindicato e os trabalhadores deslocaram-se à Câmara de Belmonte no sentido de dar “mais uma vez conhecimento à autarquia das dificuldades que estes trabalhadores estão a passar. Não estando o Senhor Presidente presente foi estabelecido contacto telefónico com ele, tendo-se comprometido a tentar efectuar contactos junto da empresa e a promover uma reunião entre a empresa, o sindicato têxtil, os trabalhadores e a autarquia”.

O Sindicato dos Trabalhadores do Sector Têxtil da Beira Baixa fecha o comunicado referindo que “as trabalhadoras estão confrontadas com grandes dificuldades estando a caminhar para o terceiro mês sem salário. Assim, decidiram proceder à suspensão dos contratos de trabalho. Estes trabalhadores mesmo que se efective a suspensão dos contratos ficam vinculados à empresa estando assim nas mãos da mesma a viabilidade desta, bastando efectuar o pagamento dos salários em divida e de imediato estes trabalhadores não efectivam a suspensão ou caso já se encontrem em suspensão de imediato voltam aos seus postos de trabalho”.

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Convento Belmonte

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