Mulher perde bebé por alegado atraso na assistência médica

Uma mulher de 39 anos, em final de gestação, perdeu a bebé, alegadamente por ter estado à espera uma hora e meia para ser vista por um obstetra no Hospital da Guarda.

Segundo o Jornal de Noticias, a parturiente natural da Guarda, esteve à espera do médico mais de hora e meia, apesar de estar com perdas de sangue. Confrontado com esta notícia, o Conselho de Administração da  Unidade Local de Saúde da Guarda emitiu um comunicado onde esclarece que "deu entrada às 9h 30m de dia 16 de Fevereiro de 2017 na Urgência do  Serviço de Obstetrícia, uma mulher de 39 anos, com 37 semanas de gravidez. A mesma estava com perdas de sangue pouco significativas, tendo de imediato feito registo RCT às 9h 34m. Feita a Ecografia fetal confirmou a morte do feto. A mãe foi encaminhada para o Bloco Operatório e submetida a uma cesariana".

Após ter conhecimento da situação, "o Conselho de Administração solicitou de imediato esclarecimentos ao Director do Departamento de Saúde da Criança e da Mulher e à Directora do Serviço que elaboraram já um relatório preliminar com o apuramento dos factos acima relatados. Desta situação foi já dado conhecimento à tutela, tendo sido solicitada a nomeação urgente de instrutores externos à instituição (especialistas de obstetrícia e um jurista), para desenvolvimento de um processo de inquérito, para esclarecimento da situação. O Conselho de Administração lamenta o sucedido e presta as condolências à família". 

Entretanto, a Administração Regional de Saúde de Centro (ARSC) procedeu à instauração de um processo de inquérito ao caso da morte de um bebé, verificada no dia de ontem, no serviço de Urgência do Hospital Dr. Sousa Martins na Unidade Local de Saúde da Guarda, IP. Em comunicado, a ARSC "lamenta profundamente a situação ocorrida e garante que serão apuradas todas as responsabilidades e respectivas consequências resultantes do processo de inquérito".

Convento Belmonte

Convento de Belmonte

Radio Caria no Facebook