Forças Armadas vão integrar DECIF

É um reforço no Dispositivo de Combate a Incêndios Florestais (DECIF). Este ano, e pela primeira vez de uma forma “estruturada e organizada”, as Forças Armadas vão ajudar no combate aos fogos florestais.

São 1350 militares, que vão receber treinamento até maio, anunciou o Secretário de Estado da Administração Interna. “Deixamos de ter as Forças Armadas enquanto parceiro de retaguarda, em que só agiam em casos extremos, e vamos ter 1350 homens que incorporam desde já o DECIF”, avançou Jorge Gomes, nas comemorações do 85º Aniversário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Mogadouro, distrito de Bragança. Têm como missão a “primeira intervenção, rescaldo e vigilância”, disse ainda o membro do Governo, que garante que esta última “vai começar bem cedo”.

Estes militares vão estar equipados pela Protecção Civil, embora ostentem as divisas militares. É “algo que é desejável há anos”, e que este ano as entidades responsáveis decidiram colocar ao serviço da população. A partir deste mês de Março, a Força Aérea passa a integrar, dentro da Autoridade Nacional de Protecção Civil, a área da gestão dos recursos e meios aéreos que operam na Protecção Civil no âmbito do combate a incêndios florestais.

“Vamos ter a Força Aérea a integrar a gestão dos meios aéreos, ou seja, passam a estar dentro da sala de comando, para ajudar a Protecção Civil com os recursos dos meios aéreos, que chegam quase a 50 no período máximo”, explicou Jorge Gomes aos jornalistas. Assim, ainda de acordo com o Secretário de Estado, opera-se uma “grande mudança na Protecção Civil, desejada há alguns anos, e que se vem consubstanciar” em 2017.

Convento Belmonte

Convento de Belmonte

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