Volta a Portugal recupera chegada à Torre

Após três anos de ausência, a chegada ao ponto mais alto de Portugal continental volta a fazer parte do percurso da 81ª edição da Volta a Portugal em Bicicleta que arranca no dia 31 de Julho na cidade de Viseu e finaliza a 11 de Agosto na cidade do Porto.

O pelotão, constituído por 140 ciclistas de 20 equipas (11 das quais estrangeiras), irá percorrer cerca de 1530 quilómetros nesta edição da Volta a Portugal em Bicicleta que regista a estreia de dois municípios, Miranda do Corvo e Pampilhosa da Serra, para além do regresso da chegada à Torre, como destacou Joaquim Gomes, director da prova.

Três etapas estão desenhadas na Beira Interior.

No dia 03 de Agosto, a 3ª etapa liga Santarém a Castelo Branco. A segunda etapa mais longa desta edição da volta. São 194,1km de percurso alternado entre as duas margens do Rio Tejo. O destino é a “veterana” cidade de Castelo Branco que já recebeu 38 chegadas da Volta a Portugal, a última há dois anos.

No dia 04 de Agosto, será a vez da vila de Pampilhosa da Serra se estrear na Volta a Portugal e logo como ponto de partida da considerada etapa Rainha que termina na Serra da Estrela. Este ano, a batalha faz-se numa jornada de 145km com cinco contagens de montanha. A passagem pelas localidades de Silvares, Fundão, Alcaria, Vales Rio, Barco, Paúl, Erada, Unhais Serra e Tortosendo. A escalada final pela vertente da Covilhã termina na Torre, o que já não acontece desde 2015.

Após a subida à Torre, e a anteceder o dia de descanso, mais uma etapa dura, com a chegada à cidade mais alta de Portugal, a Guarda, com a meta a coincidir com uma contagem de terceira categoria. A tirada começa em Oliveira do Hospital, com os ciclistas a terem de percorrer 158 quilómetros.

Na apresentação desta edição da Volta a Portugal em Bicicleta, Joaquim Gomes, destacou esta quinta-feira o regresso da Torre e alertou para o perigo das etapas de média dificuldade. A equipa W52/FC Porto tem dominado a prova com vitória individual nas últimas cinco edições: Gustavo Veloso (2014 e 2015), Rui Vinhas (2016) e Raúl Alarcón (2017 e 2018).

Questionado sobre se o percurso do ano está feito para trepadores e que os sprinters terão poucas oportunidades de brilhar, Joaquim Gomes disse que o regulamento deste ano tem um bónus para os velocistas “nas etapas teoricamente destinadas aos sprinters, as chegadas vão conceder o dobro dos pontos das chegadas em alto. Aumentámos também os pontos das metas volantes. Espero contrariar a tendência de que o vencedor da camisola verde [por pontos] seja também o camisola amarela ou um dos homens que está a discutir a geral”.

AS ETAPAS DA VOLTA A PORTUGAL

31 Julho – Prólogo:
Viseu – Viseu (6 km)
01 Agosto – 1ª etapa:
Miranda do Corvo – Leiria (174,7 km)
02 Agosto – 2ª etapa:
Marinha Grande – Santo António Cavaleiros (198,5 km)
03 Agosto – 3ª etapa:
Santarém – Castelo Branco (194,1 km)
04 Agosto – 4ª etapa:
Pampilhosa – Torre (145 km).
05 Agosto – 5ª etapa:
Oliveira do Hospital – Guarda (158 km)
07 Agosto – 6ª etapa:
Moncorvo – Bragança (189,2 km)
08 Agosto – 7ª etapa:
Bragança – Montalegre (156,2 km)
09 Agosto – 8ª etapa:
Viana do Castelo – Felgueiras (156,6 km)
10 Agosto – 9ª etapa:
Fafe – Senhora da Graça (133,5 km)
11 Agosto – 10ª etapa:
Vila Nova de Gaia – Porto (19,5 km)

AS EQUIPAS DA VOLTA A PORTUGAL

Profissional Continental:
W52-FC Porto
Caja Rural (Espanha)
Euskadi-Murias (Espanha)
Israel Cycling Academy (Israel)
Arkea Samsic (França)

Continental:
Sporting-Tavira
Aviludo-Louletano
Vito-Feirense-PNB
Efapel
Rádio Popular-Boavista
Miranda-Mortágua
LA Alumínios
Oliveirense-Inoutbuild
Euskadi (Espanha)
Sicasal-Bai (Angola)
Team Medellín (Colômbia)
Protouch (África Sul)
Evo Pro Racing (Irlanda)
SRA (Suíça)
Amore & vita (Letónia)

Radio Cario no Facebbok

Convento Belmonte

Convento de Belmonte